Tech Provider ou BSP: quem cobra o quê na API oficial do WhatsApp

A Meta aposentou o termo BSP. O que existe hoje são três categorias com regras de faturamento diferentes — e é a categoria do seu provedor que determina se existe uma margem escondida em cada mensagem que você envia.

As três categorias que existem hoje

A documentação atual da Meta não usa a sigla BSP em lugar nenhum. Ela descreve três categorias de provedor, e a diferença entre elas não é de tamanho nem de qualidade — é de quem a Meta cobra.

CategoriaQuem a Meta faturaLinha de créditoÉ Meta Business Partner?
Solution PartnerO parceiro, que refatura vocêSimSim
Tech ProviderVocê, diretoNãoNão
Tech PartnerVocê, diretoNãoSim — tem o selo

Nas palavras da própria Meta, um Solution Partner “pode faturar diretamente os seus clientes pelos serviços da WhatsApp Business Platform”. Já os clientes conectados por um Tech Provider “precisam fornecer o próprio meio de pagamento depois de concluído o onboarding”, e a partir daí “a Meta fatura esses clientes pelo uso da API, e o Tech Provider fatura pelos demais serviços”.

De onde vem o markup

Quando a Meta fatura o parceiro e o parceiro refatura você, existe um intervalo entre os dois preços. Esse intervalo é o markup. Ele não aparece como linha separada na sua conta — chega embutido no preço por mensagem, indistinguível do custo real da Meta.

Alguns provedores publicam a própria margem, o que é honesto e permite fazer a conta. A Twilio, por exemplo, cobra uma taxa de processamento de US$ 0,005 por mensagem, de entrada e de saída, além das tarifas da Meta, e a documentação dela do programa de Tech Provider diz de forma direta que a Meta fatura a Twilio, não o cliente. Outros simplesmente devolvem um preço único por mensagem, sem separar o que é Meta e o que é margem.

A diferença estrutural importa mais do que o percentual: uma assinatura fixa tem teto, um markup por mensagem não. Cem mil mensagens por mês a US$ 0,005 são US$ 500 mensais só de margem, antes de qualquer centavo pago à Meta.

Por que isso importa mais para quem opera números de terceiros

Se você usa a API para o seu próprio número, o markup é uma linha de custo a mais. Se você opera os números dos seus clientes, ele é três problemas de uma vez.

  • Você vira o intermediário financeiro. A conta chega para você, e você precisa medir, ratear e cobrar de cada cliente — construindo uma operação de faturamento que não é o seu produto.
  • O custo é imprevisível. Você assina um contrato com o cliente e o custo por mensagem dele depende do volume que ele mesmo faz. Uma campanha inesperada de um cliente vira prejuízo seu.
  • A conta pode não ser dele. Se a WABA fica sob o provedor, o número, os templates e o histórico de qualidade do seu cliente estão hospedados numa relação da qual ele não faz parte. Sair fica caro para os dois.

Como o CRPRO Hub funciona

O CRPRO Hub é um Tech Provider da WhatsApp Business Platform, com App Review aprovado pela Meta e Embedded Signup próprio. Na prática:

  • A conta WhatsApp Business é do seu cliente. O número, os templates e o histórico de qualidade ficam com ele — inclusive se ele sair do Hub.
  • A Meta cobra as mensagens diretamente dele, no meio de pagamento que ele cadastrou. Você nunca antecipa nem repassa esse custo.
  • O Hub cobra só a assinatura da plataforma, em reais, por pacote de números — sem cobrança por mensagem enviada.

Isso não é generosidade, é a consequência de qual categoria a Meta atribui ao provedor. Vale conferir a de quem você usa hoje: a pergunta que resolve é simples — a fatura das suas mensagens vem da Meta ou vem do provedor?

Uma nota de rigor: o CRPRO Hub não se descreve como “BSP oficial” nem como “Meta Business Partner”. Pela definição da própria Meta, um Tech Provider não é um Meta Business Partner — esse selo pertence a um programa separado, com diretório público. Provedor que usa o selo sem tê-lo está fazendo uma afirmação que qualquer pessoa verifica em segundos.

Perguntas frequentes

O que é um BSP do WhatsApp?

É o termo antigo. A Meta chamava de Business Solution Provider as empresas autorizadas a dar acesso à WhatsApp Business API, e hoje não usa mais essa sigla na documentação. O que existe agora é Solution Partner, Tech Provider e Tech Partner. O mercado e a imprensa mantiveram "BSP" vivo, mas quem escreve a regra trocou o vocabulário.

Qual a diferença entre Solution Partner e Tech Provider?

O faturamento. O Solution Partner tem linha de crédito com a Meta: a Meta fatura o parceiro, e o parceiro refatura o cliente. O Tech Provider não tem linha de crédito: o cliente cadastra o próprio meio de pagamento e a Meta fatura o cliente direto. É dessa diferença que nasce, ou não, a margem por mensagem.

O que é markup por mensagem?

É a margem que um provedor acrescenta sobre o preço que a Meta cobra, quando ele refatura as mensagens para você. Ela some na conta como se fosse custo da Meta, e escala com o volume: quanto mais mensagens você envia, maior ela fica, sem teto. No modelo Tech Provider ela não existe, porque o provedor nunca fatura a mensagem.

De quem é a conta do WhatsApp em cada modelo?

No modelo Tech Provider, a conta WhatsApp Business é do cliente final: o número, os templates e o histórico de qualidade ficam com ele, e continuam com ele se trocar de provedor. Em arranjos onde o provedor é dono da relação de faturamento, é comum a conta ficar sob controle dele — e sair significa recomeçar.

Ser Tech Provider é um diferencial?

Não é mais. A Meta exigiu que todos os provedores de software se cadastrassem como Tech Providers até 30 de junho de 2025 para continuar oferecendo o canal WhatsApp. Hoje é requisito mínimo de operação. O que diferencia é o que a estrutura permite: quem a Meta fatura, de quem é a conta, e se existe margem sobre a mensagem.

O CRPRO Hub é um BSP?

Não. O CRPRO Hub é um Tech Provider da WhatsApp Business Platform, com App Review aprovado pela Meta e Embedded Signup próprio. A conta WhatsApp Business é do seu cliente, a Meta cobra as mensagens diretamente dele, e o Hub cobra apenas a assinatura da plataforma — sem margem sobre mensagem.

Para ver as duas cobranças separadas, com valores, veja quanto custa a API oficial. Se o que prende você hoje é o número do cliente estar no celular dele, veja coexistência.